José Flávio Flavinho de Andrade Filho utilizou o expediente da Palavra Livre da Câmara Municipal na última segunda-feira, 23 de junho, para prestar esclarecimentos sobre a manutenção dos veículos/ônibus utilizados no transporte coletivo da cidade. Ele foi convidado depois de vários incidentes com os ônibus, entre eles roda quebrada, eixo quebra do e atrasos constantes. O diretor da empresa, que opera o transporte coletivo de Ponte Nova desde abril de 1991, o popular Flavinho Andrade, disse que a São Jorge Autobus conta atualmente com 33 ônibus em circulação e mais 04 de reserva. No entanto, devi do ao número elevado de linhas, os veículos reservas também estão sendo utiliza dos, principalmente no período da manhã. “Hoje temos mais linhas do que veículos circulando. Por isso, colocamos os ônibus reservas para rodar, chegando a sair 37 carros pela manhã”, afirmou Flavinho argumentando que esta situação compromete diretamente a realização de manutenções preventivas na frota.
Apesar das limitações operacionais, ele ressaltou que a empresa tem feito esforços para manter a regularidade do serviço. Flavinho também chamou a atenção para a falta de interesse de outras em presas em operar o transpor te coletivo público em Ponte Nova. “Durante os processos licitatórios, a São Jorge foi a única interessada. Ninguém quis pegar o serviço. Isso ninguém fala abertamente. Se a São Jorge sair ou não quiser continuar, Ponte Nova ficará sem transporte coletivo”, alertou. O empresário afirmou que o serviço opera de forma regular, mas que eventuais quebras de veículos têm gerado repercussão negativa, muitas vezes provocada por grupos que, segundo ele, usam as redes sociais para prejudicar a imagem da empresa junto à população.
Outro ponto levantado foi a situação contratual com o município. Mesmo após vencer a licitação, a empresa ainda não assinou contrato. Ele revelou também que a São Jorge Bus prestou serviços por 06 (seis) anos sem contrato. O diretor Flavinho de Andrade afirmou que passagem no valor de R$ 2,50 é considerada baixa frente aos custos operacionais. Comentou, também, que a frota tem idade média de 12 anos dentro dos critérios exigidos pela nova licitação, que prevê idade mínima de 08 (oito) e máxima de 12 anos para os veículos, que tem custos elevados.