O diretor da empresa São Jorge Autobus, José Flávio de Andrade Filho, participou da 20ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Ponte Nova, realizada na segunda-feira (23). A convite dos vereadores, o empresário utilizou a palavra livre para prestar esclarecimentos sobre a manutenção dos veículos utilizados no transporte coletivo da cidade.
Segundo José Flávio, a empresa conta atualmente com 33 ônibus em circulação e mais 4 veículos de reserva. No entanto, devido ao número elevado de linhas, os veículos reservas também estão sendo utilizados, principalmente no período da manhã. “Hoje temos mais linhas do que veículos circulando. Por isso, colocamos os ônibus reservas para rodar, chegando a sair 37 carros pela manhã”, afirmou. Essa situação, de acordo com o diretor, compromete diretamente a realização de manutenções preventivas na frota. “Ficamos sem veículos de reserva, o que dificulta muito a manutenção preventiva e pressiona nossa equipe técnica”, disse. Apesar das limitações operacionais, ele ressaltou que a empresa tem feito esforços para manter a regularidade do serviço.
Flávio também chamou a atenção para a falta de interesse de outras empresas em operar o transporte público no município. “Durante os processos licitatórios, a São Jorge foi a única interessada. Ninguém quis pegar o serviço. Isso ninguém fala abertamente. Se a São Jorge sair ou não quiser continuar, Ponte Nova ficará sem transporte coletivo”, alertou. Diante da exposição, os vereadores cobraram da empresa e da prefeitura melhorias no serviço, mais transparência e alternativas para garantir a qualidade e continuidade do transporte coletivo.
Ainda segundo José Flávio, o serviço opera de forma regular, mas que eventuais quebras de veículos têm gerado repercussão negativa, muitas vezes provocada por grupos que, segundo ele, usam as redes sociais para prejudicar a imagem da empresa junto à população. Outro ponto levantado foi a situação contratual com o município. Mesmo após vencer a licitação, a empresa ainda não assinou contrato com a prefeitura. Ele revelou também que a São Jorge prestou serviços por seis anos sem contrato formalizado.O diretor destacou ainda que a passagem no valor de R$ 2,50 é considerada baixa frente aos custos operacionais e que a frota da empresa tem idade média de 12 anos dentro dos critérios exigidos pela nova licitação, que prevê idade mínima de 8 e máxima de 12 anos para os veículos.
